A História do Calçado


Os calçados são complementos essenciais no modo de vida humano uma vez que, além de proteger as extremidades dos membros inferiores, os calçados apresentam outros significados como os de sonho, sedução e poder, estes, fortemente presentes no imaginário feminino.
Pesquisas demonstram que o calçado surgiu no final do período paleolítico entre os anos de 12.000 a.C e 15.000 a.C. Pinturas em cavernas da Espanha e sul da França fazem referências ao calçado, uma espécie de bota primitiva de pele (Figura 1) e outros em modelos de sandálias (McDOWELL, 1989).
História do Calçado
Figura 1: Pinturas do período paleolítico de homens calçados das cavernas do leste da Espanha
História do Calçado
Figura 2: Foto do calçado primitivo encontrado na Armênia em 2008
Um calçado (Figura 2) foi encontrado em 2008 em uma caverna da Armênia, e de acordo com especialistas da Irlanda, Armênia e Estados Unidos são de aproximadamente 5.500 anos atrás. O sapato, de tamanho 35 - podendo ser masculino ou feminino - é feito de uma única peça de couro dobrada sobre o pé.
O homem primitivo utilizou diversos materiais para proteger os pés como o couro cru, madeira, palha e tecidos.
A montagem era bem simples: cortava-se o couro, geralmente fino, de cabra ou cachorro em um tamanho próximo ao pé e o trançava com tiras geralmente de fibras ou papiro. Os couros usados para confeccionar os solados eram grossos, como os de cavalos ou bois e em alguns casos os solados eram confeccionados em madeira.
Outra invenção de extrema importância para a confecção dos calçados e vestuários foi a agulha de mão, feita de marfim de mamute ou ossos de animais.
As sandálias foram os primeiros calçados criados pelo homem, como afirma O’Keeffe (1996). Cada civilização antiga criou a sua versão que tinha como base uma sola rija presa ao pé com tiras, que poderiam ser de fibras como o papiro, tiras de couro ou tecidos (Figura 3).
Nos países mais quentes como o antigo Egito, as sandálias eram feitas de palha, tramas de papiro ou fibra de palmeira, com a ponta do solado voltada para cima para evitar a entrada de areia nos pés (Figuras 4 e 5).
Segundo McDowell (1989), os sapatos primitivos mantiveram-se inalterados por longos períodos, porém no século IV houve uma fertilização de ideias que produziu variações decorativas de calçados em diferentes partes do Mediterrâneo.
História do Calçado
Figura 3: (A) Sandália pré-histórica de nativos norte-americanos e (B) sandália egípcia de 2.500 A.C.
História do Calçado
Figura 4: Sandália de fibra de palmeiras de Tebas, antes de 1.250 D.C.
Podemos observar, portanto, que a origem do calçado aconteceu devido à necessidade de proteção dos pés das intempéries climáticas.
Apenas os mais abastados usavam sandálias com joias incrustadas, como o faraó e sua rainha; os pobres e escravos andavam descalços.
O modelo mais adotado pelos gregos - a sandália - era usado tanto por homens quanto por mulheres. Mais tarde, foi adotado o calçado em forma de botinha, para proteger o tornozelo. Os gregos gostavam de cores claras e as tonalidades escuras raramente eram usadas. O vermelho era usado pelos homens, o branco pelos senadores e as cores de tons pastel pelas mulheres. O modelo de sandálias mais comum eram as presas aos pés e tornozelos por tiras amarradas de diferentes maneiras (LAVER, 2002 e MUSEU DO CALÇADO, 2010).
História do Calçado
Figura 5: Tutancâmon e sua rainha, XVIII dinastia, século XIV a. C. Sandálias com tira em T.
Muitos sapateiros se tornaram homens ricos (Figura 6).
Ainda na Antiguidade clássica, em Roma, assim como na Grécia, os calçados indicavam a classe social de seus usuários, e os modelos se diferenciavam por cores. Eles também possuíam solas com adornos especiais e as pessoas de baixa estatura usavam plataforma para parecerem maiores.

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário